A comunicação não acontece apenas em uma mesa de atividades. Ela aparece quando uma criança escolhe uma brincadeira, rejeita um som, pede para repetir uma música ou mostra algo que achou interessante. Por isso, as melhores oportunidades muitas vezes estão nas situações mais simples do dia.
1. Brincadeira de escolher
Coloque dois brinquedos de que a criança goste ao alcance da visão. Nomeie as opções e aguarde. Aceite apontar, olhar, pegar, gesticular ou selecionar um símbolo. O objetivo não é obter uma palavra falada, mas permitir uma escolha significativa.
2. Música com pausas
Se a criança gosta de uma canção, faça uma pausa natural em um momento conhecido. Observe se ela demonstra querer continuar. Modele “mais” com gesto, fala ou CAA. Se ela não responder, continue a interação de maneira prazerosa; não transforme a música em recompensa por um acerto.
3. Livro de imagens compartilhado
Escolha um livro com figuras interessantes. Comente o que vê em vez de fazer perguntas o tempo todo: “O cachorro está correndo”. Permita que a criança vire páginas, aponte detalhes ou simplesmente escute. A participação pode acontecer de muitas formas.
4. Pequenas escolhas na rotina
Durante o lanche, ofereça opções disponíveis. Na hora de vestir, permita escolher entre duas camisetas. Use objetos reais ou figuras, conforme a necessidade. Respeite a escolha sempre que possível.
Recurso visual relacionado
180 Cartões de Comunicação
Um material visual com 180 cartões para apoiar a comunicação de necessidades, sentimentos e escolhas no dia a dia.
R$ 12,90
Conhecer os 180 CartõesMaterial digital para imprimir. Recurso complementar; não substitui avaliação ou acompanhamento individualizado.
5. Brincadeira de turnos
Rolar uma bola de um lado para outro, montar uma torre juntos ou alternar ações com um brinquedo pode criar oportunidades de atenção compartilhada e participação. Adapte a duração à disposição da criança.
6. Conversas com cartões ou pranchas
Se a criança utiliza CAA, modele mensagens como “gostei”, “mais”, “não”, “acabou” e “vamos brincar”. Não restrinja o sistema a pedir objetos. O recurso também pode apoiar comentários, perguntas e brincadeiras.
O que evitar
Evite exigir contato visual, repetir instruções até a exaustão ou retirar itens essenciais para forçar comunicação. Observe sinais de cansaço e respeite recusas. Atividades devem ser oportunidades de interação, não uma sequência de provas.
Perguntas frequentes
Quanto tempo devo fazer essas atividades?
Não há duração universal. Interações curtas e naturais podem ser mais adequadas do que sessões longas e cansativas.
É preciso material especial?
Não. Objetos, livros e brincadeiras comuns já oferecem oportunidades; recursos visuais podem complementar.
Isso substitui terapia?
Não. São sugestões educativas para o cotidiano, não um plano terapêutico individual.
